Olhas em teu redor, observas a flor que te ofereci e pensas!!! Porque uma tulipa? Sem saberes o seu significado, na tua cabeça passam uma série de pensamentos, será brincadeira, será o seu amor por mim, o que poderá representar esta tulipa, interrogas-te numa luta sem fim entre o teu coração e a tua cabeça…
De repente olhas o céu e uma estrela cadente delimita um raio de luz no céu, iluminando o teu pensamento, e reparas que esta tulipa te responde a todas as tuas dúvidas, pois é nele que está representado todo o meu amor.
Sentes o seu cheiro e vês que esta tulipa transmite amor, beleza sensibilidade e graça, refiro-me a esta beleza pois ela mostra aquilo que és, os teus gestos são ternos, a tua voz é delicada, o teu sorriso encantador, mas o significado desta tulipa não faz sentido se não tiver no teu poder, pois só tu consegues retirar a sua verdadeira essência, despertando em mim um amor que é tudo menos comum, Tu e essa essência, despertas e iluminas os meus sentimentos mexendo com eles sem que eu os consiga controlar, como se andasse numa jangada sem rumo procurando um porto seguro.
Neste jogo de desventuras que vivemos os dois, não é um simples significado de uma tulipa que pode exprimir aquilo que sinto por ti, ela mostra apenas uma pequena parte daquilo que sinto por ti e daquilo que sou ao teu lado.
Quero viajar nesta vida ao teu lado, sentir a tua verdadeira essência, sentir o aroma mais forte da tulipa para saber que esse amor está sempre forte, e esperar que a essência não diminua, para poder ser e fazer-te feliz…
Amo-te e sempre te amarei aconteça o que acontecer
Bruno
Nunca te conseguirei dizer o quanto estas palavras me tocaram. Não apenas porque traduzem um imenso amor, ou até pela sua beleza poética. Mas porque te sei este amor. Porque já olhei nos teus olhos quando pronunciaste e seu nome. Porque te sei verdadeiro. E por saber que tens a capacidade de amar…
Que cada uma destas palavras seja lida e amada.
Margens
Surgiste quando já nada em mim te esperava,
Aconteceu o [re]encontro
Os meus olhos conheceram-se nos teus
Souberam-se no reflexo do teu agora
A minha pele vibrou na mesma frequencia
Que te ondulava o corpo
A entrega espalmada no percurso nervoso das minhas mãos
Ansiosas pelo contacto da tua pele
Convidei-te a entrar na casa onde habita a minha alma
Deixei que me partissem dos dedos
Gestos envoltos em palavras de ternura
Mas, as tuas mãos, a tua pele perceberam nada
Do ondular de amor no meu corpo
Recolhi as mãos,
Apaguei os sorrisos das palavras que te acariciavam
Em ternura
Calei a voz da procura...
foto de Liang-Wu Cai
Se souberes que o teu riso
Faz nascer campos de flores
No meu peito,
Se souberes que o meu nome
Nos teus lábios
É o cântico que desperta
O que eu sou,
Se souberes que quando te abraço
o meu corpo
È um porto que te abriga
Abrigando-se em ti,
Se souberes que a distância
Une as margens
Na onda de desejo do reencontro,
Se souberes que o teu olhar
É onde repousa o meu
Onde em silêncio
As nossas Almas se unem
Na serenidade da luz
Que as alimenta,
Se souberes do sobressalto
Dos dias mais tristes
Em que a ternura de um beijo quente
Afasta as tempestades,
Sabemos então, amor
Que o dia anoitece sem prometer
um novo despertar
Amanhece tão só do desejo que temos
De renascer um no outro…