| JUSTIFICAÇÃO |
Não é possível falar da Marinha Grande e da sua história, esquecendo que foi da grande mata, que lhe vieram as bases mais importantes para o seu desenvolvimento estrutural e económico.
Daí falar-se da sua origem, do valor dos seus produtos na economia regional e nacional, nas suas estruturas, no seu desenvolvimento e num ou noutro facto de maior interesse local.
| O SEU APARECIMENTO – A SUA ORIGEM |
Concretamente sabe-se que mesmo antes da fundação de Portugal já aqui existiam pinheiros mansos. Como surgiram é o que se desconhece.
Foi o Rei D. Dinis quem mandou semear e alargar o Pinhal por ter em vista dois importantes objectivos: segurar as areias, que os ventos arrastavam para as férteis terras do interior prejudicando a agricultura em que via uma das maiores riquezas públicas; e a necessidade de muitas madeiras para a construção de barcos, com vista ao desenvolvimento do comércio marítimo e das pescas em que poderia assentar também a economia do Povo.
Assim nasceu o Pinhal do Rei, que pelos tempos fora viria a ser o sustentáculo económico da Marinha Grande. Esse Pinhal a que alguém desconhecido já chamou « O maior Monumento Português ».
| LOCALIZAÇÃO, LIMITES E ÁREA |
OPinhal está praticamente todo localizado no Concelho de Marinha Grande, do qual ocupa cerca de dois terços da superfície.
Começa junto à foz do rio Lis e estende-se pela faixa litoral, para sul até Água de Madeiros; daí para o interior até à Guarda da Lagoa Cova; depois até quase em linha recta, até Vieira de Leiria; por fim segue o rio Lis até à sua foz.
Embora de admita, que já no tempo de D. Dinis tenha sido contado só em 1597 (reinado de Filipe, o rei espanhol que muito se interessou pelo Pinhal) foi devidamente demarcado com colocação de marcas à sua volta. No entanto só depois do levantamento feito por Bernardino Barros Gomes, á volta do ano de 1867, se definiram realmente os limites da grande mata, que salvo pequenas alterações, se mantiveram até cerca de 1920.
A partir desse ano e devido à autonomia concedida à Marinha Grande com a restauração do seu Concelho, esses limites foram alterados com a cedência à nova autarquia de algumas parcelas de terrenos imprescindíveis ao seu desenvolvimento.
Em face dessas cedências em 1920, e doutros benefícios concedidos estranha agora o povo marinhense que nos últimos anos o Chefe da Circunscrição florestal tenha entravado o desenvolvimento do Concelho negando a cedência de mais parcelas de terreno que permitam esse desenvolvimento.
A área do Pinhal, segundo o Ordenamento de 1980, era nessa data, de 11 032,26 hectares.
Daí e até finais do século XIX, mesmo depois do aparecimento da chapa de ferro que em grande parte substitui a madeira, na construção naval, o Pinhal continua a fornecer os estaleiros, pois a construção naval em madeira, enveredou por um outro tipo de barcos: lugres bacalhoeiros, arrastões, traineiras, etc..





























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