No seu primeiro jogo, disputado no improvisado campo do Marco (próximo do aceiro L), alinharam: Manuel Rosa dos Santos, Arnaldo Pataco, Júlio S. Marques, João Ameixa, Francisco de Sousa, José de Sousa, António Calado, António de Oliveira (“Toni”), João Duarte, Francisco Duarte e outros de que não conseguimos apurar o nome. Também não conseguimos saber contra quem se disputou o encontro, nem qual foi o resultado.Teve a sua primeira sede social instalada na casa que é hoje de Manuel Marques Domingues (“Manuel dos Cavalos”), de onde passou pouco tempo depois para um prédio junto ao portão do Parque do Engenho, onde se manteve até 1958. A exiguidade dessas instalações levou um grupo de sócios, de que faziam parte, entre outros, Gervásio Pedroso Tojeira, Joaquim João Júnior e José Miranda Júnior, coadjuvados por vários outros associados, a pensar na construção de um ginásio – sede, onde se pudessem realizar espectáculos teatrais e bailes. Adquirido o terreno em 1957, em breve se começou a construção de um enorme barracão, cuja primeira pedra foi lançada em 11 de Agosto de 1960, com a presença de muitos sócios.Hoje, decorridos vinte e cinco anos, o barracão foi sofrendo obras que o transformaram numa das melhores sedes da Marinha Grande. Consta de um amplo edifício que possui um dos maiores salões para festas, bailes, teatro, cinema, ginástica, bailados, conferências, etc., bar, salão para reuniões, balneários, Biblioteca e ainda um espaçoso recinto para festas de arraial. Está situado na Av. José Gregório, junto à fábrica da LEPE.
Também o SIM foi afectado economicamente pelas crises vidreiras dos anos 20, tendo limitado as suas actividades ao convívio dos sócios e à realização de bailes. Só a partir de 1937, levado pelo entusiasmo então existente na Marinha Grande pelo futebol, um grupo de rapazes fez ressurgir a modalidade no clube. Foram eles Diamantino dos Santos (“Pimenta”), Júlio Braga Barros, Joaquim Barosa, António Nobre, Adriano “Farpela”, Manuel “Pardaleiro”, António Franco (“Tofan”) Edmundo órfão, António Júnior, Raimundo, Joaquim Marques de Oliveira (“Macatrão”), Américo S. Moiteiro (“Ervilha”) e outros. Alguns destes rapazes ingressaram mais tarde no ACM, onde marcaram posição destacada, como Diamantino dos Santos.
0 clube teve também uma razoável equipa de ciclismo, dinamizada por Manuel Bonita (“Pirata”). Fizeram parte dessa equipa Joaquim Marques de Oliveira (“Macatrão”) António Marrazes Júnior (“Trinta e Três”) e Gomes da Silva (“Xíxaro”), que participaram em muitas provas na região, sendo a sua melhor actuação na Volta dos Campeões, na Figueira da Foz, em que “Quim Macatrão” se classificou em 2º lugar. Por falta de meios esta equipa também foi extinta.
Nos últimos tempos, o SIM alargou as suas actividades desportivas à ginástica, ao futebol de salão, ao judo, e esporadicamente realizou algumas provas de atletismo. Digna de registo foi a secção de ginástica, que nos anos de 1981 e 82 desenvolveu grande actividade, tendo mantido cerca de 200 alunos, de idades entre os 3 e os 60 anos. Com ajuda da CMMG e participação graciosa do Sporting Clube de Portugal, realizou no pavilhão da Embra saraus de ginástica de grande nível. Foram monitores desta secção Silvina Martins, Rui Verdingola, António Gonçalves e Paula Margarida Abegão.
A seguir à extinção do ciclismo e do futebol no clube, o Império passou alguns anos inactivo, embora alguns “carolas” do teatro já nesses tempos procurassem virar o clube para o campo cultural.
Neste campo, o esforço feito pelo SIM tem sido, desde 1944, notável, principalmente no desenvolvimento do teatro amador.
0 clube realizou também os I Jogos Florais do Império, em Junho de 1967, dos quais foi promotor o presidente da Direcção, Joaquim João Júnior.
Destacam-se ainda as Caravanas da Amizade, iniciadas em 1968 por iniciativa de Adriano Paiva, onde os sócios conviviam e ouviam palestras de fervor clubista, feita; por amigos do Império. Esses passeios, que ainda se realizam, tiveram a virtude de proporcionar aos sócios um desporto salutar e de promover a sua congregação à volta do clube, do qual alguns andavam arredados. 0 Império possui actualmente cerca de 1700 sócios, que pagam a cota mensal de 30 escudos. As cores do clube são: camisola branca com riscas verticais verdes, e calção branco.
Os responsáveis pelo Sport Império Marinhense são presentemente os seguintes: António Granjo de Sousa (presidente da Assembleia Geral), Manuel Meiavia (presidente da Direcção) e José Domingues Marques (presidente do Conselho Fiscal). (*)
(*) – Texto datado pelo Autor (relativo a meados dos anos 1980).
condensado de: Cidade de Marinha Grande – Subsídios para a sua História
autoria de: João Rosa Azambuja
edição de Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Marinha Grande
edição integrada nas Comemorações dos 250 anos da Indústria do Vidro
data de edição – Dezembro de 1998





























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