João de Magalhães Junior
Honra hoje as colunas de «O Marinhense» o retrato do sr. João de Magalhães Junior. Dilecto marinhense, é filho do sr. João José de Magalhães e da srª D. Balbina da Piedade Magalhães, já falecidos.
O snr. João de Magalhães Junior é uma grande inteligência, aliando ao seu caracter probo e recto, uma estima profunda pelo seu amigo.
Habil amador fotográfico, cujos trabalhos teem sido estampados na «Ilustração Portugueza», pintor de profundo gosto, possui um golpe de vista extraordinario, sendo felicissimo em todos os assuntos que transporta para a tela ou para a placa fotografica. Como gravador é do mais subido merecimento, provando a sua extraordinaria paciência em trabalhos do mais alto valor artístico. O vidro passado pelas multiplas aplicações a que as suas mãos sabedoras o obrigam, levam-nos a um extasi de admiração. São muitas as obras de destaque produzidas pelo sr. João Magalhães Junior, cujo nome muito honra a Marinha Grande e Portugal. E a sobeja prova do seu talento está na modelar Fábrica Marquês de Pombal que ele administra, cujos mimosos trabalhos que de lá saem, honrando os operários que ali trabalham, elevam os sentimentos admiráveis do grande artista.
O snr. João de Magalhães Junior, foi eleito vereador da nossa atual Câmara e pelos seus colegas eleito também Presidente do Senado. E no supremo lugar de edil tem demonstrado o seu superior espirito administrativo, olhando com o maior amor por todos os melhoramentos do concelho, dando o mais rasgado exemplo de civismo e estando sempre ao lado de tudo quanto é razoável e justiceiro. Honra da Câmara Municipal da Marinha Grande, a para de todos os honrados homens que ali tomam assento, o snr. João de Magalhães Junior, nota-se pela forma recta como resolve os assuntos da maior transcendência, que amiudadas vezes se apresentam ás edilidades.
Terminamos estas humilissimas mas justiceiras referencias, deixando bem frisado que o sr. João de Magalhães Junior, sendo um dedicado republicano, põe á prova os seus ideais democráticos, amando verdadeiramente os seus subordinados e olhando com o maior carinho pelos seus interesses. É por todos, pois, muito querido, rendendo-lhe os seus patrícios e quantos com ele privam, as homenagens da mais alta consideração.
Sabemos que a sua modéstia é afectada, mas não podíamos deixar no olvido os merecimentos de um marinhense tão ilustre.
in: « O MARINHENSE »
(edição de 26 de Março de 1922)



























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