Depois da fundação, e naturalmente a seguir ao início da laboração da Real Fábrica de Vidros, em 1769, é que a povoação a quem foi dado o nome de Marinha Grande, começa a evoluir e a corporizar-se lentamente.
Construída a fábrica, o fluxo de pessoas à procura de meios mais seguros para a sua sobrevivência, não se faz esperar. A posição inicial, tipograficamente falando, da povoação que hoje, com justo mérito, é a cidade de Marinha Grande, confinava de princípio com toda a área das instalações da fábrica e estendia-se desde a actual rua do Matadouro (norte) até à rua dos bombeiros (sul). Do lado nascente, terminava no entroncamento da actual rua Manuel Pereira Roldão e o limite do Casal da Formiga. Para sul, seguia a actual rua Luís de Camões até ao Passal (hoje Jardim Municipal), contornando a quinta das nespereiras , até à actual sede da Junta de Freguesia, seguindo depois pela actual rua Engº André Navarro, terminando na actual Avª. do Vidreiro (ex-rua de Leiria), perto da Angolana. Em frente, seguia pela rua do Azambuja ou, para outros, a rua dos Petas, já pertencente ao lugar dos Matos.
Em determinado período, já no princípio deste século (década de 20), Alexandre Lemos, senhor de vasta cultura para a época e para o meio, começa por dirigir os convívios que, normalmente tinham lugar na loja de Joaquim Teodósio (Joaquim Viola). E, quando dos preparativos para a cégada carnavalesca, ele deparou-se com alguma dificuldade na distribuição de papeis a atribuir a cada elemento, para o bom êxito do espectáculo, devido à maioria dos habitantes do lugar serem excessivamente magros, daí, ter desabafado: Hó, esta zona dos Matos é um autêntico casal de ossos!…
Parecesse mal a uns, parecesse bem a outros, o certo é que a graça ficou no ar, ganhou raízes, e com o tempo o lugar foi oficializado com o nome de CASAL DOS OSSOS.
Há setenta anos atrás, o núcleo habitacional deste lugar era muito reduzido e quase concentrado no Canto – actual Largo do Casal dos Ossos, onde residiam cerca de seis famílias: Silvas, Couceiros, Lourenços, e pouco mais. Com o decorrer do tempo estas multiplicaram-se: os descendentes dos Silvas, e por aí adiante.
Hoje, tudo se modificou: o lugar, e as suas gentes. As casas surgiram um pouco por todo o lado, a maioria dos pinhais e alguns pomares foram arrancados para dar lugar a modernas vias de comunicação, as profissões primitivas (aguadeiros, empalhadeiras e padeiros) desistiram para dar lugar a outras mais recentes, moldes e plásticos, cujas oficinas proliferam um pouco por todo o lado.
Quanto à sua população, ela tem vindo a crescer significativamente, senão vejamos:
Em 1970, existiam 21 casas e 68 habitantes; em 1981, 108 casas e 338 habitantes e em 1991, 165 casas e 406 habitantes.
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